Uma digitalização pode reconhecer a família de um box set sem provar que todos os discos e extras estão presentes. Fotografe a caixa e uma etiqueta legível, reveja a sugestão e compare números de catálogo e conteúdo com o conjunto físico. Guarde detalhes da cópia numa lista externa quando esses campos não estiverem documentados na aplicação.
Álbum, edição e exemplar
O álbum é a obra; a edição tem editora, país, formato e número; o exemplar é o objeto que possui, com capas, encartes e estado. Um conjunto de quatro discos costuma ser uma edição, não quatro álbuns. As fichas públicas da DiscSnap descrevem fotografia, identificação e gravação, mas não confirmam um modo próprio para box sets ou verificação automática do conteúdo. Consulte a App Store e o Google Play.
Fotografar e comparar
Fotografe frente, verso, lombada, número de catálogo e indicação da edição. Depois fotografe cada etiqueta com o disco protegido pela capa interior. Use IDs externos como BOX-07-D1; não são campos confirmados da app. Registe país, formato, velocidade, código e endereço da editora. Um prefixo igual não chega para provar que tudo pertence ao mesmo conjunto.
| Verificação | Caixa | Disco 1 | Disco 2 | Leitura |
|---|---|---|---|---|
| Catálogo | ABC-100 | ABC-100-A | ABC-100-B | família coerente |
| Conteúdo | 2 LP + livreto | lados 1/2 | lados 3/4 | uma edição |
| Estado | canto marcado | VG+ | VG | notas separadas |
| Extra | livreto indicado | presente | — | registar conteúdo |
Os dados são inventados e não representam um ecrã da DiscSnap. Marque cada disco, capa, livreto ou poster como presente, ausente, substituído ou ilegível. Se um número divergir, investigue se é uma peça de substituição ou um disco colocado na caixa errada.
Evitar a dupla contagem
Guarde a edição uma vez e descreva os componentes no inventário externo. Um álbum duplo não são dois álbuns. Se fotografar o disco 1 mais tarde, compare a sugestão antes de criar outra entrada. Não some estimativas de discos individuais para anunciar o valor do box set. Para comparar edições, use o guia de prensagens e o guia de cópias duplicadas.
Quando houver dúvida
Conte a caixa e os componentes
Deixe claro se a contagem é por conjunto ou por unidade física.
Registe a data da contagem e a pessoa que a realizou.
Guarde uma cópia datada da folha antes de consolidar entradas.
Reconciliação antes da publicação
Caso completo: quatro discos, três presentes
Antes de fechar a ficha, compare os títulos da lista com a sequência física dos discos e anote qualquer diferença de ordem. Um livreto que menciona quatro discos não transforma três discos presentes num conjunto completo. Registe a data da contagem e a pessoa que a fez para que uma futura revisão saiba qual evidência mudou.
Se a caixa tiver discos suplementares, não os descarte como erro: registe-os como componentes adicionais e investigue a sua origem. Uma edição posterior pode reutilizar a mesma caixa com conteúdo diferente. Para cada mudança, guarde uma fotografia e uma nota de catálogo. Esta disciplina evita que uma reconstrução de segunda mão seja descrita como conjunto original.
Imagine uma caixa de quatro LPs encontrada numa feira. A lombada e o encarte indicam quatro títulos, mas só três discos aparecem. Fotografe a caixa, o índice e os três labels. Crie CX-020 para o conjunto, CX-020-A, CX-020-B e CX-020-D para os discos presentes, deixando CX-020-C como ausente. Registe a matriz de cada lado e compare catálogos. Se o disco D pertencer a outra série, marque “substituição provável” mesmo que o título seja correto.
Uma imagem da capa pode gerar uma correspondência útil, mas não sabe que falta um componente. Por isso, a decisão editorial deve vir da contagem física. Escreva “conjunto incompleto, 3/4 discos; livreto presente” e mantenha a tracklist de cada disco separada. Não crie quatro entradas de álbum no catálogo nem some automaticamente estimativas. Se o disco C surgir noutra caixa, documente a transferência e revise ambas as fichas.
Para comparar duas caixas iguais, use país, editora, catálogo, matrizes, estado e conteúdo. Uma caixa com todos os encartes pode ser uma edição diferente da caixa com um poster substituído. Se precisar de vender, o anúncio deve listar componentes e faltas. Se precisar de segurar, procure orientação especializada; este guia não calcula apólices. A clareza da ficha é mais útil que um rótulo “completo” sem contagem.
Faça uma segunda contagem depois de fotografar. Confirme se cada código da folha aparece numa imagem e se cada imagem tem um código. Para um conjunto emprestado, marque a data e o local; para um componente trocado, preserve a linha antiga e crie uma nota de transferência. A lista de conteúdos do encarte é evidência, mas não substitui a contagem física.
Fotografe a caixa, lombada, lista de conteúdos, cada label e cada matriz. Use CX-004 para o conjunto e CX-004-A para um componente. Registe discos, encartes e posters; uma capa limpa não compensa um disco ausente. Compare catálogo da caixa, catálogo dos discos, país, editora e matrizes sem forçar tudo num campo.
As fontes públicas do DiscSnap suportam identificação e organização por fotografia, mas não documentam modo dedicado a caixas, relação pai/filho, verificação automática ou soma segura de valores. Num caso hipotético de quatro discos com um ausente, escreva “3/4; encarte presente”. Não crie quatro álbuns nem some os valores. O guia de duplicados e o guia de venda ajudam.
Decisões para conjuntos incompletos
Registe também a sequência dos discos e o conteúdo de cada bolso. Um box pode ter discos corretos em sleeves trocados, livreto de outra edição ou caixa substituída. Fotografe números e inscrições antes de reorganizar. Se houver dois conjuntos misturados, crie duas listas temporárias e confirme cada combinação por catálogo e matriz.
Para comparar uma venda, verifique se o preço inclui todos os componentes e se o comprador aceitou a ausência declarada. Uma cópia incompleta não deve ser comparada com um box selado. Se não houver venda comparável, declare a lacuna e não converta o preço de um álbum individual.
Inclua no inventário o número de lados e a ordem física em que foram encontrados.
Se um livreto estiver separado, guarde-o num envelope identificado e fotografe a relação de conteúdos. Não atribua completude pela memória da edição; confirme com a lista impressa, catálogo ou fotografia de referência. Um componente reproduzido pode ser útil, mas deve ser descrito como reprodução.
Num box, faça lista por disco: número, etiqueta, matriz e condição. Conte livreto, mapa, poster, obi e caixa. Se faltar o disco 3, não descreva o conjunto como completo nem use vendas completas; procure comparáveis incompletos ou indique falta de dados. Caixa NM não compensa disco riscado. Discos de outra edição devem ser separados.
Fotografe a ordem e a numeração original. Em conjuntos herdados, atribua identificador ao box e aos componentes para evitar misturas. Fotografar capa e etiqueta ajuda a guardar a ficha, mas a conferência de todos os discos é manual.
Perguntas frequentes
Existe modo de box set confirmado? Não nas fontes consultadas; não invente botões. Devo somar valores? Não automaticamente. Como descrevo troca? Fotografe o disco presente e marque “não correspondente”. Como vendo incompleto? Conte e liste componentes e faltas.
Inventário por componente
Use uma tabela para manter o conjunto e os discos ligados:
| Código | Componente | Label e catálogo | Matriz | Conteúdo | Estado |
|---|---|---|---|---|---|
| CX-012 | caixa | conjunto principal | — | 1/1 | VG |
| CX-012-A | disco 1 | transcrever | A/B | presente | VG+ |
| CX-012-B | disco 2 | transcrever | A/B | presente | VG |
| CX-012-C | disco 3 | transcrever | A/B | ausente | — |
Este exemplo não é um modelo de aplicação. É uma ficha externa para reconciliar o que está realmente na prateleira. Fotografe a lista de conteúdos e compare-a com a contagem. Se a caixa tiver duas capas internas para um disco, registe ambas; não elimine uma porque parece repetida.
Caso trabalhado: caixa com substituição
Suponha um conjunto de quatro discos em que o disco C traz um catálogo de outra série e uma matriz incompatível. Primeiro marque “não correspondente”. Depois compare país, editora, design do label e faixa A1. Se a evidência indicar uma substituição posterior, conserve o disco, mas descreva a caixa como incompleta ou misturada. Não chame o pacote de edição original completa e não some o valor de quatro discos.
Se encontrar o disco C noutra caixa, ligue as fotografias e mantenha o histórico da mudança. A folha deve mostrar que o componente foi transferido, não apagar o problema. Esta prática é especialmente útil quando várias caixas partilham o mesmo artista ou capa.
Tracklist e créditos
Confira lado, faixa e créditos em cada label e encarte. Um livreto pode listar a ordem do CD, enquanto a edição em vinil divide o material de outra forma. Registe a fonte de cada linha. Se um disco estiver presente mas o encarte faltar, marque “conteúdo parcial”. Não publique uma tracklist copiada como prova de completude.
Como contar na coleção
Escolha uma regra editorial: uma entrada para o conjunto com componentes ligados, ou uma entrada por unidade física. Escreva a regra e aplique-a a todos os box sets. Evite contar CX-012 uma vez na página de conjuntos e quatro vezes numa página de álbuns sem explicar o relacionamento. O guia de duplicados ajuda quando duas caixas partilham o título, mas não a edição.
Guarde a fotografia, o candidato, os caracteres ilegíveis e a próxima verificação. Uma nota “por confirmar” é melhor que uma identificação forçada. No fim, confira números, país, formato, extras e contagem física. A DiscSnap ajuda a começar; o objeto real decide.